Aulas de Dança do Ventre em Brasilia

2 – Movimentos enérgicos rotativos, de contração e membros superiores.

 Rotativos:

  • Twist: um dos movimentos mais tradicionais da dança do ventre e muito usado em diversas formas de movimentação. Usando a coluna como eixo central e os joelhos relaxados, o quadril rotacional horizontalmente para frente e para trás. Também pode ser usado em forma de deslocamento espacial. Não têm semelhança com o ritmo e dança twist encontrados na dança de salão, pois o movimento não vêm dos pés, mas sim dos quadris. Obs.: os joelhos devem trabalhar como amortecedores. Ao se deslocar não permita que a perna da frente chute para o lado, prejudicando a patela.
  • ½ Twist : twist realizado pela metade, quando apenas um lado do quadril rotaciona e para.
  • Twist duplo: o mesmo movimento do twist, porém com duas batidas de quadril na horizontal, antes de rotacionar para o outro lado.
  •  Elevação: o mesmo princípio da elevação reta, porém executada em rotação (twist), termina com o quadril elevado.

elevacao

 

  • Queda: relaxamento dos oblíquos, fazendo o quadril naturalmente retornar da elevação reta ou com rotação, para a posição plana.

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  • Passo Básico: também considerado um dos passos mais tradicionais desta dança. Com os pés paralelos, uma perna fica como base enquanto a outra vai para a posição oriental, rotacionando o quadril em elevação e voltando em queda novamente para a base. Este movimento pode ser feito parado ou com deslocamento espacial. O movimento é realizado no acento musical, quando o quadril se eleva e o pé toca o chão simultaneamente. Muito utilizado nas danças folclóricas.

 

passo basico

 

  • Básico egípcio: um dos passos mais tradicionais desta dança. Tecnicamente este movimento é composto por uma elevação com duas quedas. Na posição oriental, o quadril que trabalha é o oposto da base. Elevação, queda de quadril com a perna alongando (desenhando um risco), que reverbera em outra elevação e mais uma queda novamente apoiando a ponta do pé no chão (como um ponto), voltando para a posição oriental.

 

  • Básico egípcio lateral: o mesmo princípio do passo básico egípcio, porém com a perna em 2ª posição e os joelhos paralelos, a pontuação é feita na lateral e amplia o movimento de quadril.
  • Básico egípcio en dedans: o mesmo básico egípcio, porém simultaneamente ao movimento, o corpo faz um giro dentro do eixo, cada vez que recolhe a perna. Como este giro é para o sentido de dentro do corpo, é chamado de en dedans.
  • Básico egípcio en dehors: o mesmo básico egípcio, porém simultaneamente ao movimento, o corpo faz um giro dentro do eixo, cada vez que estica a perna. Como este giro é para o sentido de fora do corpo, é chamado de en dehors.
  • Básico egípcio invertido: o mesmo conceito do Básico egípcio, porém seu inverso no que se refere ao trabalho de pernas. Quando o quadril sobe a perna alonga, pontuando o chão na sequência, na queda.
  • Básico egípcio folclórico: o mesmo conceito do Básico egípcio, aqui recebe uma característica mais popular, típica dos passos folclóricos. Após a elevação, a Queda é feita ligeiramente `a frente do corpo (4ª posição) e com o pé em planta. Realiza-se junto um plié que fornece impulso para na volta do quadril, quando a perna estica, o movimento ficar bem forte e acentuado.
  • Ondulação Faridah: a perna que está na posição oriental vai para trás servir de base, levando junto com ela o quadril. A que era base balança num contratempo na frente do corpo com um pequeno twist e volta. Este é o movimento das pernas. Ao sair da posição oriental e levar o quadril para trás, acontecerá uma troca de base. Enquanto isso, simultaneamente, o tronco realiza uma ondulação, similar ao camelo (vide movimentos ondulatórios). Este passo recebe este nome em homenagem `a bailarina Farida Fahmi. Também é conhecido como “Passo Básico com acento em baixo”.

 

De contração:

Conceito:

Break: a tradução desta palavra significa quebrar, partir, interromper. Pode-se usar esta terminologia para diversos movimentos que se decida interromper ou mesmo dividir em partes utilizando-se o recurso da contração muscular. Ex.: twist, elevação reta e até mesmo em shimes. Também utilizado após a nomenclatura de qualquer movimento sinuoso quando se deseja transformá-lo em movimento enérgico. Ex.: camelo quebrado, círculo quebrado, oito maia quebrado, etc…

 

  • Break de busto: quando um movimento no busto é interrompido com uma contração no diafragma. Popularmente conhecido como “passo do soluço”.

 

  •  Break de tronco: quando um movimento no tronco é interrompido. Exemplo: a interrupção brusca de um cambré lateral, por uma contração, fazendo o movimento retornar para onde veio.

 

  •  Break de quadril: quando um movimento de quadril é interrompido, ou dividido em partes menores em sua execução, utilizando-se da técnica de contração dos glúteos. Em sua versão que divide o espaço do movimento de quadril de forma vertical, é popularmente conhecido como “Tranquinho”.

 

  •  Contração pélvica egípcia: o mesmo princípio da contração pélvica (vide movimentos laterais) porém com uma torção que faz com que o movimento aconteça para a diagonal.
  • Twist egípcio: uma variação mais completa do twist tradicional. Inicia-se com um meio círculo horizontal en dehors apoiando na base, depois um twist e por fim uma contração pélvica. A junção deste três movimentos consecutivos, em dois tempos apenas, gera este movimento.

Membros superiores:

  •  Deslocamento lateral e circular de pescoço: movimentar a cabeça horizontalmente para os lados, sem girar, com o uso do pescoço. Ao unir frente, lado, trás e lado, terá o movimento circularmente, de forma horizontal.

 

  •  Deslocamentos laterais de tronco: movimentar o tronco horizontalmente de um lado para outro.

 

  •  Batidas de ombro: movimentar os ombros para cima e para baixo, juntos ou separadamente, com batidas ritmadas. Muito usado nas danças folclóricas.

 

  •  Batida de busto: aplicando força no acento musical, o busto movimenta-se para cima (expandindo a região abdominal) e para baixo (contração abdominal), para as laterais ou em diagonais como numa letra V. Pode-se também praticar diversas divisões espaciais utilizando breaks.

Fonte: Glossário da Dança do Ventre, por Bailarina Suheil

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