O Solstício de Inverno e o Natal


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Entre 21 e 25 de dezembro é comemorado o Solstício de Inverno no Hemisfério Norte, período em que ocorre o dia mais curto e a noite mais longa do ano, marcando o início do inverno e sendo o período em que o Hemisfério Norte está mais inclinado em relação ao Sol. A partir daí a duração do dia passa crescer.
Nesta data o paganismo comemora o parto da Deusa Mãe, que dá a luz seu novo filho, renovado e forte, o Sol Crescente, que vai afastar a escuridão no inverno. A Deusa dá à Luz o Deus, que é reverenciado como Criança Prometida. Esta é a noite mais longa do ano, onde a Deusa é reverenciada como a Mãe da Criança Prometida ou do Deus Sol, que nasceu para trazer Luz ao Mundo. Os pagãos comemoravam esse solstício enfeitando suas casas com pinheiros, árvores de folhas sempre verdes que simbolizavam a continuação da vida e com badalar de sinos, símbolos femininos da fertilidade.

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Com a introdução do Cristianismo no Império Romano, houve uma tentativa de cristianizar os festivais pagãos. A comemoração pagã do Solstício de Inverno originou o Natal Cristão, quando o imperador romano Constantino estabeleceu oficialmente a data do nascimento de Jesus em 25 de dezembro em função do culto pagão ao Sol Invictus.
Em 321, antes do Concílio de Nicéia, Constantino oficializou o domingo como dia de descanso e oração, em oposição ao sábado judaico. O domingo, primeiro dia da semana, era dedicado ao Deus Sol e também o dia de louvor ao Deus persa Mitra. Em inglês, uma das línguas com influência céltica, domingo é Sunday, dia do Sol.

Várias festas cristãs estão relacionadas com festas pagãs. O dia de todos os Santos, comemorado em 01 de Novembro é uma antiga comemoração pagã – Samhain – noite das almas, cristianizado como Halloween, dia das bruxas.
Roma foi fortemente influenciada pelo paganismo de suas províncias, principalmente da Mesopotâmia que praticava um politeísmo baseado na natureza e na astrologia. Tudo isso influenciou Cristianismo Romano com o aval de Constantino.

Fonte: A identidade secreta de Maria Madalena

Adaptação: Diana Arássad

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